quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Bombas-relógio do Cáucaso III

 


AZERBAIJÃO

Tem-se como origem do nome a palavra persa “azar”, que significa fogo, daí, Azerbaijão seria a “Terra do Fogo”. Praticamente o mesmo tamanho e população da Áustria, com a diferença que a maioria do povo azeri não vive lá: são 8,4 milhões dentro do país e quase 20 milhões no Irã, onde formam a maior minoria. Faz fronteiras ao Norte com Rússia e Geórgia; a Oeste. Armênia; ao Sul, Irã e a Leste é banhado pelo Mar Cáspio. Embora, desde a independência da extinta União Soviética, o governo de Baku tente convencer ao mundo que é uma democracia parlamentar, na verdade é uma ditadura islâmica. Os cristãos, por exemplo, sequer podem editar a “Bíblia” na língua Azeri (uma língua de origem turca, mas escrita com o alfabeto latino). Baku jura de joelhos que é uma democracia que respeita não só outras religiões que não a maometana, como também permite a livre manifestação política. Mas, na prática, o governo controla tudo. País rico, por conta do petróleo, o Azerbaijão pertence ao Conselho da Europa, mas não respeita os Direitos Humanos consagrados por esta organização, mantendo estrita vigilância política e religiosa sobre a população. Deveria ser parte de um “Conselho da Ásia”, pois suas instituições e cultura têm tudo a ver com as tiranias asiáticas e não com as democracias europeias. Caia fora deste “azar”!

Site oficial de turismo: http://www.azerbaijan.travel/

Site mostra como é difícil a vida de um cristão no Azerbaijão: http://www.portasabertas.org.br/noticias/2013/10/2741584/


Bombas-relógio do Cáucaso II

 


ARMÊNIA

A Armênia é um destes países cujo nome pelo qual é conhecida dentro de suas fronteiras não tem nada a ver com o nome pelo qual é chamada pelo resto do mundo, tal como acontece com Alemanha (Deutschland), China (Zhonghua), entre outros. Os armênios chamam seu país de Hayastan. Faz fronteira a Leste com o Azerbaijão, a Oeste com a Turquia, ao Norte com a Geórgia e ao Sul com Irã e Azerbaijão (região de Nakhtchevan). Embora situada na Ásia, a Armênia é considerada um país europeu por razões culturais, assim como o Azerbaijão muçulmano é asiático, pelos mesmos motivos. Com uma área de apenas 29.743 km², é praticamente do tamanho do estado brasileiro de Alagoas e a população de 3,2 milhões de habitantes é muito menor do que os armênios que vivem fora do próprio país: 8 milhões de armênios estão espalhados em vários países do mundo, com maior concentração na Rússia, França, Irã, Estados Unidos e Brasil. Entre nós, com expressiva presença na cidade paulista de Osasco.

Desde a sua independência da antiga União Soviética, em 1991, luta contra dificuldades econômicas terríveis e hoje vive a ameaça de se tornar, novamente, um satélite da Rússia, tal como acontece com a maioria das ex-repúblicas soviéticas que ficaram independentes, mas não tiveram condições de se manter, como Bélarús (Bielo-Rússia), Ucrânia, Cazaquistão, entre outras.

Historicamente perseguidos pelos turcos, os armênios foram massacrados por aquele povo em 1915, sendo 1,5 milhão dizimados pelo Império Otomano. Hoje, a Armênia é um país pobre, com alto índice de desemprego e sem nenhum atrativo maior para o turista, pois sua infraestrutura é reduzidíssima


por conta da última guerra contra o Azerbaijão e, além disso, dividida politicamente entre aqueles que querem sua adesão à União Europeia e os que defendem um retorno à esfera de influência da Rússia, tal como acontece na Ucrânia.

Não é lugar para passear, a não ser que você seja um descendente de armênios e deseja conhecer seus antepassados e ajudá-los na difícil tarefa de edificar uma Armênia independente, custe o que custar. Que este povo merece esta consideração, não há como questionar.

Filme sobre o país: "Rapsódia Armênia", 2012, de Cesar Gananian, Gary Gananian e Cassiana Der Haroutiounian. Mostra o dia a dia dos armênios através de música e imagens emocionantes.

Site do Consulado da Armênia em São Paulo: http://consuladodaarmenia.com/


Bombas-relógio do Cáucaso I

 

NAGORNO-KARABAKH ou ARTSAKH

Território habitado historicamente por cristãos armênios, mas entregue ao muçulmano Azerbaijão por decisão do ex-ditador russo Josef Stálin, Nagorno-Karabakh significa “alto” ou “montanhoso” (Nagorno) e “jardim negro” (Karabakh). Tornou-se independente, “de facto”, em 1992, depois da guerra de 1988 que durou até 1994, envolvendo Armênia e Azerbaijão. O Ocidente conhece o novo país como República de Nagorno-Karabakh, mas em Armênio é República Artsakh do Alto Karabakh, sendo Artsakh o nome desta região como os armênios a conhecem há séculos.

Depois que a União Soviética tomou o controle da área, em 1923, formou-se o Oblast Autônomo do Nagorno-Karabakh (OANK), dentro da República Socialista Soviética do Azerbaijão, por decisão de Stálin. Nos últimos anos da União Soviética a região voltou a ser palco de conflitos entre armênios e azeris, o que culminou com a Guerra do Nagorno-Karabakh. Embora não seja reconhecido internacionalmente (mesma situação da Abkházia, Ossétia do Sul, Taiwan, Palestina, Kosovo e Transnístria), é um país independente, pois o Azerbaijão não tem condições de recuperar o território que já está nas mãos dos armênios locais há mais de 23 anos e a vizinha Armênia tem garantido a independência local, como a Rússia garante a da Abkházia e os EUA e União Europeia garantem o Kosovo.

Com 11.458 km², Nagorno-Karabakh tem a metade da área de Sergipe e uma população estimada em 150 mil habitantes, sendo 95% de etnia armênia, seguidores da Igreja Apostólica da Armênia, uma das razões principais pelas

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quais se tornou independente do Azerbaijão, uma nação de maioria islâmica e que, por isso, sempre criou muitas dificuldades para os cristãos de Karabakh. A capital é Stepanakert, com 53 mil habitantes, que foi criada pelos russos soviéticos no início do século XX.

Só justifica a ida para o turista brasileiro que tenha ascendência armênia e que queira ajudar seus compatriotas que estão tentando edificar um novo país. Agora, sabendo que é uma região disputada com um país islâmico, no caso, o Azerbaijão, e que há um potencial imenso de uma guerra irromper a qualquer momento, é o tipo de destino perigoso.

Se for, não me chame.

Site do Ministério de Relações Exteriores de Nagorno-Karabakh: http://www.nkr.am/en/

terça-feira, 23 de outubro de 2018

ARÁBIA SAUDITA, O REINO DO ESQUARTEJAMENTO DE JORNALISTAS


NO NOSSO LIVRO "VÁ E NÃO ME CHAME - Guia Turístico Politicamente Incorreto" (à disposição por menos de 20 reais no site http://www.amazon.com/dp/B018KSQM14), ANTECIPAMOS O QUE É O REINO SAUDITA, ONDE SER JORNALISTA É PROFISSÃO DE ALTÍSSIMO RISCO. Confiram esta prévia da página 42 do livro:

ARÁBIA SAUDITA
Olhamos a bandeira e já ficamos curiosos: o que está escrito? É a profissão de fé muçulmana: “Não há outra divindade digna de adoração exceto Alá e Maomé é seu profeta” ou, simplificando: “Alá é o único deus e Maomé seu único profeta”. A Arábia Saudita é um país tão grande que cabem dentro dela Minas Gerais, Bahia, Goiás, São Paulo, Paraná e, de quebra, Sergipe, num total de 1 milhão 960 mil quilômetros quadrados. Mas é tudo areia, um dos maiores desertos do mundo. Agora, areia em cima e petróleo embaixo. É um dos países mais ricos do planeta, mas com a riqueza toda concentrada nas mãos dos parentes do rei, cuja família, Saud, dá nome à própria nação. Os 29 milhões de sauditas vivem uma vidinha mais ou menos, mas alguns nobres árabes têm uma vida mais rica do que os mais ricos ocidentais.
A origem do termo Arábia vem de longe, da palavra em Sânscrito “arva”, através do Grego, significando “cavalo”, pois a região tem equinos notáveis. Já o termo saudita vem da família Saud, que tomou o poder na Península Arábica unificando as tribos num só país a partir de 1932. Terra de Maomé, fundador do Islamismo, é o centro de peregrinação mundial para os muçulmanos, assim como o Vaticano o é para os católicos.
Para um adepto da religião maometana, é local de turismo obrigatório, pelo menos uma vez na vida, segundo recomenda o “Corão”, o livro sagrado dos islamitas, correspondente à “Bíblia” para os cristãos.
Agora, para quem não é muçulmano, não há nada o que ver na Arábia Saudita.
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É uma ditadura cruel, onde as mulheres são consideradas cidadãs de segunda classe, sem direitos. Os homo-afetivos são presos e até espancados. Heterossexuais que gostem de aventuras amorosas em suas viagens são tratados como tarados e presos ou expulsos. Mulher solteira não pode fazer sexo com ninguém e casada, se fizer com outro que não o marido é apedrejada em público. Mulheres não podem ser vistas em público sozinhas, só acompanhadas do pai ou do marido. Quem gosta de álcool, mesmo a simplória cervejinha, pode desencantar-se de vez, pois o álcool é proibido. Não há visto de turista na Arábia Saudita, você só pode entrar no país se tiver negócios a fazer lá, tiver um parente que lá resida ou então ser muçulmano para fazer sua visita obrigatória a Meca. E mesmo assim, em qualquer destas três condições, a burocracia é gigantesca para se conseguir entrar.
Enfim, uma nação toda em cima de um deserto com areia por todo lado e onde você não pode ir pra cama com ninguém de sexo nenhum e tampouco pode afogar as mágoas num copo de whisky por estar no fim do mundo. Onde você é vigiado 24 horas por dia no que veste, no que come, no que bebe, com quem fala e o quê fala. Nem pense em usar a Internet como fuga: a Internet é controlada.
Se você é islamita ou negocia com petróleo, vá, reze para Alá ou faça negócios bilionários. Seja feliz e rico. Se não está nestas duas categorias, nem pense.
Embaixada do Reino da Arábia Saudita no Brasil:
SHIS - QI 09 – Conj. 9 - Casa 18.
CEP 71625-090 - Brasília / DF
Telefones: (61) 3248-3523 / 3248-3525.
E-mail: bremb@mofa.gov.sa

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A ERA DOS IDIOTAS NO PODER

Muitas razões para Você NÃO IR às Filipinas.

toNY PACHEco

10º Lugar - RODRIGO DUTERTE, Filipinas

Eleito, em 2016, para presidir a maior nação católica da Ásia e a terceira do mundo, após o Brasil e o México, Rodrigo Duterte, conhecido pelo diminutivo "Digong" (Rodriguinho), tornou-se famoso internacionalmente por uma série de medidas completamente idiotas, fruto de uma mente doentia, mas, ao mesmo tempo, extremamente inteligente politicamente, pois ele fala a língua dos idiotas do seu país e parafraseando nosso sábio Nelson Rodrigues, dos idiotas é o futuro, pois eles são maioria.
Vejamos frases e medidas práticas do presidente filipino:
1) distribui armas gratuitamente a líderes comunitários que queiram matar viciados em drogas, da maconha à cocaína, da metanfetamina à heroína, sem ser necessário flagrante policial nem tampouco nenhum processo judicial - execução sumária autorizada;
2) sobre o fato de que não respeita o pensamento católico sobre o perdão, disse que "Deus é estúpido" e também que Deus é um "filho da puta";
3) o epíteto "filho da puta", aliás, é o mais usado pelo mandatário. Quando o ex-presidente Barack Obama, dos EUA, falou sobre a ausência de Direitos Humanos nas Filipinas, Duterte apenas disse: "Me respeite, seu filho da puta";
4) até o papa Francisco foi agraciado com um "filho da puta", seguido de uma advertência quando de sua visita às Filipinas, onde engarrafou o trânsito da capital Manila, irritando o presidente: "Volte pra sua casa e não volte às Filipinas", advertiu Duterte;
5) no seu discurso de posse, o presidente filipino disse em alto e bom som: "Se você conhece alguém viciado em drogas, o mate você mesmo, estará fazendo um bem à família dele" e, a partir daí, os assassinatos de viciados pelas ruas filipinas se contam aos milhares;
6) por esta "liberação do assassinato", Duterte foi acionado no Tribunal Penal Internacional, em Haia, por "crimes contra a Humanidade". Ao responder ao TPI, uma corte ligada à ONU da qual as Filipinas é participante, Duterte simplesmente retirou seu país da esfera do tribunal;
7) aproveitando a deixa, classificou as Nações Unidas (ONU), de órgão "inútil" e ainda agrediu o ex-secretário-geral do organismo, o sul-coreano Ban Ki-moon: "Me respeite, seu filho da puta"; 
8) ao reagir à União Europeia sobre advertência ao desrespeito aos Direitos Humanos em seu país, o presidente levantou o dedo e fez o tradicional "vá tomar no c...";
9) para o bispo católico filipino Arturo Bastes, Duterte "é uma aberração, um psicopata, uma mente anormal que nunca deveria ter sido eleito presidente"; em resposta o político disse que "as crenças tradicionais já não respondem às necessidades filipinas", isto num país que é conhecido internacionalmente pelas crucificações voluntárias na Semana Santa, com vários cidadãos sendo pregados em cruzes num festival de sangue sem igual;
10) e, por fim, o filho do presidente Digong, Paolo Duterte (ou Pablo Duterte), é acusado pelos raros políticos que têm coragem de ser oposição ao presidente, de ser membro de uma máfia chinesa de tráfico de metanfetaminas, o que o "playboy", claro, nega, com apoio do pai...
AMANHÃ TEM MAIS.

terça-feira, 29 de maio de 2018

BRASILEIRO, VIAJE PELO MUNDO SEM RISCO DE SER FUZILADO NA INDONÉSIA...

UM GUIA COM 200 PAÍSES DO MUNDO SOBRE TUDO QUE PODE ACONTECER DE BOM E DE RUIM NUMA VIAGEM INTERNACIONAL. POR APENAS MENOS DE 15 REAIS.

Faça um test drive GRATUITO do guia turístico acessando o site da Amazon:

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

9 RAZÕES PARA NÃO IR À RÚSSIA NA COPA NEM ENQUANTO O GOVERNO PUTIN EXISTIR

toNY pAcheco



                                                    Príncipe Charles, da Inglaterra, compara Putin a Hitler
O famoso COI, o Comitê Olímpico Internacional, decidiu, em 1931, que a Olimpíada de Verão (este mesmo campeonato que aconteceu recentemente no Brasil), devia se realizar em Berlim, em agosto de 1936. Só que em 1933, Adolf Hitler tornou-se primeiro-ministro ("chanceler") da Alemanha. Atletas judeus de todo o mundo tentaram fazer um boicote aos jogos, mas o Sindicato dos Atletas Amadores dos Estados Unidos decidiu, em 1935, que seu país devia participar e, aí, esvaziaram-se todos os movimentos de boicote no mundo todo. E deu no que deu: Hitler fez da Olimpíada uma peça gigantesca de propaganda do seu regime. Os adeptos do boicote lembravam que em 1935, Hitler já tinha anexado o Sarre e cinco meses antes da Olimpíada anexou também a Renânia, ambas regiões livres do governo central de Berlim e, no caso do Sarre, um refúgio para os fugitivos do nazismo que chegavam aos montes do resto da Alemanha a partir de 1933. Mas EUA, Rússia, Inglaterra e França (as superpotências de então) resolveram não enfrentar Hitler e deu no que deu: com a propaganda da Olimpíada de agosto de 1936, tornou-se um ídolo das massas alemãs e menos de um ano e meio depois invadia a Áustria e Tchecoslováquia e, em 1939, apagava a Polônia do mapa mundial, repartida que foi com os comunistas de Stálin, o líder da Rússia, então chamada União Soviética. 
E esta história se conta, para que se entenda a necessidade de um boicote a esta Copa do Mundo na Rússia: o atual líder russo, Vladimir Putin, que manda em Moscou desde 1999 e não admite opositores, tem invadido territórios na Ucrânia, Moldova e Geórgia, sem que nenhuma potência mundial o confronte. Da mesma maneira pusilânime que estas potências agiram com as invasões militares promovidas pela Alemanha de Hitler. Bombardeia o território sírio impiedosamente, matando milhares de civis apenas para manter os interesses geoeconômicos da Rússia no Oriente Médio através de um enfrentamento com os EUA e União Europeia. E, diante disso tudo, consegue realizar um evento de propaganda política de nível mundial, como é a Copa do Mundo, ajudado por todas as potências mundiais, com apenas uma ressalva tímida da Inglaterra, já que Putin teria mandado eliminar cidadãos russos no território inglês. 
Leia os 9 pontos abaixo dos últimos atos do governo russo, dentro da Rússia e no resto do mundo, e responda para você mesmo: vale a pena o Brasil participar de uma peça de marketing político dessas diante dos perigos que ela representa para o povo russo e para a paz mundial?

           Investigações nos EUA apontam que hackers russos distorceram o resultado das eleições e levaram Trump ao poder




  1. LEGALIZAÇÃO DO ESPANCAMENTO DE MULHERES  E FILHOS PELOS MARIDOS/PAIS RUSSOS: em fevereiro de 2017, com apoio do Congresso russo e da Igreja Cristã Ortodoxa Russa, Vladimir Putin sancionou a lei que permite aos homens chefes de família espancar suas mulheres e filhos uma vez por ano, desde que não quebrem nenhum osso. Os religiosos cristãos ortodoxos disseram que isso “faz parte das tradições russas”. Nem vamos comentar. Só isso já seria suficiente para nenhum cidadão do mundo pisar na Rússia nesta Copa do Mundo.
  2. INTERFERÊNCIA RUSSA NOS RESULTADOS ELEITORAIS NOS EUA: o governo de Moscou é acusado de interferência direta de hackers a serviço da Rússia nos resultados eleitorais que prejudicaram Hillary Clinton e deram a vitória a Donald Trump nas eleições de 2016 nos Estados Unidos.
  3. ESCOLHAS DA RÚSSIA E QATAR PARA COPAS PODEM TER SIDO FRAUDADAS: Jamil Chade é jornalista internacional e autor do livro “Política, Propina e Futebol” e mostra que há anos corre uma investigação judicial nos Estados Unidos, com o auxílio das autoridades da Suíça, sobre a corrupção no futebol brasileiro e mundial nos últimos 25 anos, o que coloca em dúvida a honestidade da escolha da Rússia (2018) e do Qatar (2022) para sedes de Copa do Mundo. O FBI e as autoridades suíças já prenderam vários dirigentes do futebol mundial, inclusive o dirigente da CBF e ex-governador de São Paulo do período da ditadura militar, José Maria Marin. Rússia e Brasil são dois países que se recusam a ajudar a Suíça e os EUA na punição aos corruptos do futebol, chegando ao cúmulo de no governo Putin terem sido destruídos todos os computadores daquele país que tinham qualquer informação sobre a escolha da Rússia para sede da Copa e uma juíza do Rio de Janeiro proibiu qualquer colaboração do Brasil com o FBI e as autoridades americanas sobre o caso de corrupção no futebol brasileiro e seus dirigentes, isso em pleno governo Dilma, em 2015. Só isso já seria suficiente para qualquer brasileiro ficar com um pé atrás sobre os resultados dos jogos desta Copa da Rússia e da próxima no Qatar. O que estiver nos placares dos estádios russos pode não ser exatamente o que foi jogado em campo e sim resultado dos saldos bancários dos dirigentes de futebol (“cartolas”), políticos, redes de TV e empresas em paraísos fiscais...
  4. ASSASSINATO DE OPOSITORES RUSSOS NA INGLATERRA: o assassinato de opositores do regime russo dentro do território da Inglaterra, em 2018, levou a primeira-ministra Theresa May a liderar um movimento de repúdio ocidental contra a Rússia. Diante disso, Inglaterra e Islândia já decidiram que não vão mandar autoridades de seus países à Copa na Rússia.
  5. LEI DE 2013 PUNE COM MULTA E CADEIA QUEM “FIZER PROPAGANDA DE ATOS SEXUAIS NÃO-TRADICIONAIS”: com este singelo nome (“não-tradicionais”), Vladimir Putin colocou em ação uma caça aos LGBTs na Rússia, chegando alguns membros da Federação Russa, como a Chechênia, a criar campos de concentração para homoafetivos (gays e lésbicas). O Tribunal Europeu de Direitos Humanos, em Estrasburgo, considerou que a lei é “discriminatória e encoraja a homofobia” e estabeleceu multas a serem pagas pelo governo russo a três ativistas LGBTs que foram processados por “propaganda a favor de atos sexuais não-tradicionais”.
  6. INVASÃO E ANEXAÇÃO DA CRIMEIA UCRANIANA: imagine que os EUA, a China ou a Rússia entendessem que o Rio Grande do Norte é um território importantíssimo estrategicamente não só para as viagens espaciais (Base de Alcântara) como para o controle do tráfego marítimo no Atlântico Sul e um deles três resolvesse encher o território potiguar, pacificamente, de americanos, chineses ou russos! Imaginou? Pois é o que a Rússia fez com a Ucrânia há quatro anos. A invasão da Península da Crimeia em fevereiro de 2014, pela Rússia, e sua posterior anexação, foi um golpe de mestre. Durante o mês de fevereiro, Vladimir Putin mandou soldados e civis para a base russa na Crimeia, porque os tolos que governam a Ucrânia cederam parte de seu território nacional para o governo de Moscou na época do colapso da União Soviética que resultou na independência ucraniana. Silenciosamente, os militares e civis russos, aos milhares, passaram o mês invadindo pacificamente a Crimeia. Em março, a Rússia anunciou que estava anexando a península ao seu território. E não deu um tiro sequer. E lá se vão quatro anos e EUA e União Europeia muito esbravejaram, xingaram, mas, de concreto mesmo, nada contra a Rússia.
  7. INTERVENÇÃO MILITAR RUSSA NO LESTE DA UCRÂNIA: a intervenção do governo russo, no início de 2014, com armas e combatentes nas regiões de Donetsk e Lugansk (habitadas por entre 40 e 45% de russos) , na Ucrânia, visando anexá-las posteriormente, como Putin fez com a Crimeia, é um atentado à soberania ucraniana que já dura quatro anos. Milhares de mortos depois, as duas regiões mantêm-se em guerra contra o governo central de Kiev com ajuda militar russa.
  8. OCUPAÇÃO MILITAR DA TRANSNÍSTRIA: quando a União Soviética começou a desabar, em 1990, o Exército Vermelho (Rússia) se antecipou e mandou um enorme contingente bem armado à fronteira entre a República Socialista Soviética da Moldávia e a República Socialista Soviética da Ucrânia e juntou-se aos russos naturais daquela região (chamada pelos moldovos de Transnístria) e declararam a independência da região. Desde então, esta parte do território moldovo (hoje o nome da antiga RSS da Moldávia passou a ser República da Moldova)  passou a ser “independente”, mas, na verdade, é controlado pelo presidente Putin.
  9. OCUPAÇÃO MILITAR DA ABKHÁZIA E OSSÉTIA DO SUL: a situação vista na Transnístria se repetiu nestes dois territórios da antiga República Socialista Soviética da Geórgia, parte da URSS. Em 1991, com o colapso da União Soviética, a linha dura do Exército russo começou a mandar tropas para as regiões georgianas habitadas por abkházios muçulmanos nas margens georgianas do Mar Negro e ossetos, no norte da Geórgia, fronteira com a região semi-autônoma de Ossétia do Norte, pertencente à Rússia. Depois de guerras apoiadas pelos russos, abkházios e ossetos do sul conseguiram se manter independentes do governo georgiano de Tbilisi com a presença de tropas da Rússia, numa clara ocupação militar de partes da Geórgia.
                            Madonna diz: "Talvez Putin seja gay, talvez este seja o problema..."

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Confirmando nosso livro "Vá E Não me Chame "PUTIN É O NOVO HITLER: INVADE E TOMA TERRITÓRIOS DA UCRÂNIA E PROMOVE CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NA CHECHÊNIA



CHECHÊNIA MONTA CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO PARA GAYS E PUTIN, QUE É QUEM MANDA, FAZ CARA DE PAISAGEM, COMO FEZ NA INVASÃO DA CRIMEIA.

Use o link abaixo para saber os detalhes da homofobia russo-chechena:

https://secure.avaaz.org/campaign/po/close_the_gay_torture_centres_loc/?rc=fb&pv=160

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

PRESIDENTE DAS FILIPINAS CHAMA OBAMA DE "FDP" E CONFIRMA O LIVRO "VÁ E NÃO ME CHAME"

O presidente Rodrigo Duterte, das Filipinas, chamou o presidente Obama de, literalmente, "filho da puta", por exigir explicações sobre o assassinato extrajudicial de milhares de usuários de drogas. Isso confirma o que dissemos em nosso guia políticamente incorreto de turismo. Aproveite e compre o seu por menos de 5 dólares (18 reais, mais ou menos) no site https://www.amazon.com/dp/B018KSQM14 e fique sabendo em quais países do mundo não é aconselhável passar suas férias. Veja abaixo o tópico "Filipinas" do nosso guia.
FILIPINAS

O nome é uma homenagem ao rei Filipe II de Espanha, país que colonizou este arquipélago da Ásia durante três séculos. Área: 300.000 km² - Rio Grande do Sul mais Sergipe. São 105 milhões de habitantes  - metade da população brasileira. Para o site visao.sapo.pt/Filipinas são “Mais de 7.000 ilhas, 2.500 delas desabitadas e sem nome”. É um país pobre, embora olhando a linha do horizonte de sua capital, Manila (11 milhões de habitantes), com enormes arranha-céus, pareça ser um país desenvolvido. Falam-se várias línguas, sendo duas oficiais, o Filipino (a língua étnica “Tagalog”) e o Inglês - língua das classes dominantes nas grandes cidades. Curiosidade: Filipinas e Timor Leste são os dois únicos países da Ásia com maioria cristã, ambos católicos. Nem pense em alugar um carro para passear. Dirigir nas Filipinas, seja nas cidades ou nas rodovias, é um perigo, mas, à noite, é totalmente desaconselhado, igual ao Brasil. Assaltos, sequestros, “saidinhas bancárias” e tudo que o brasileiro conhece, ali é um pouco pior ou igual. A região Sul é dominada pela Ilha de Mindanao, de maioria islâmica e desaconselhada para o turismo, pois está sempre em guerra contra o governo central. Transporte mais comum é por ferry-boats e é mais comum ainda o naufrágio destas embarcações, a maioria velha e sem manutenção. De  abril a novembro chove muito: são as monções. De outubro a dezembro, furacões varrem o arquipélago, que é ainda sujeito a tsunamis e terremotos por fazer parte do Cinturão de Fogo do Pacífico, com vários vulcões ativos. Em resumo: um lugar para se ir a trabalho e, assim mesmo, se o trabalho for muito compensador.

terça-feira, 12 de julho de 2016

EUA ENTRAM NA LISTA PROVISÓRIA DE PAÍSES A NÃO SEREM VISITADOS...

tony PACHECO

OBAMA AUMENTOU OU DIMINUIU A LUTA ENTRE BRANCOS E NEGROS NOS EUA?
É a pergunta-provocação que lançamos hoje na coluna GiraMundo, na rádio de notícias CBN Salvador. Clique no link abaixo e ouça a coluna e dê sua opinião:

http://www.cbnsalvador.com.br/noticias/single-noticias/noticia/tony-pacheco-pergunta-o-obama-melhorou-ou-piorou-a-situacao-dos-negros-nos-eua/?cHash=714a96fd89f066ef4e191136f5b730db

Se tiver problema auditivo, pode ler a coluna no blog jornalcomentado1.blogspot.com

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Um inferno chamado Afeganistão. Afega... o quê?


Se você for ao site de turismo do governo do Afeganistão, sentirá uma vontade imensa de ir àquele país. Mas, antes, leia nosso livro "Vá E Não Me Chame - Guia Turístico Politicamente Incorreto" no site da Amazon.com e veja o filme abaixo:

JORNALISTAS SÃO O SAL DA TERRA

Este post é para meus colegas e minhas colegas jornalistas. Trata-se de um filme que mostra como os jornalistas se arriscam em suas vidas profissionais e emocionais para dar uma "apimentada" no mundo. Vejam este filme, mistura de comédia com guerra, e vocês, coleguinhas, sentirão como é bom dar um pouco de nossas vidas para temperar este mundo sem sentido. É só usar o link abaixo (para os não acostumad@s com sites de filmes inéditos grátis, vão aparecer várias janelas piratas no seu visor, delete-as, delete-as, delete-as até que finalmente você poderá assistir).
http://toppt.net/whiskey-tango-foxtrot/

terça-feira, 5 de julho de 2016

ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA DE ISLAMITAS POR ISLAMITAS


Foram mais de 300 mortos no Iraque, mais de 40 na Turquia, mais de 20 em Bangladesh, fora o ataque a Medina, cidade de nascimento do profeta Maomé, na Arábia Saudita. Tudo isso para mostrar que país islâmico não é lugar em que se passeie.

Em  nossa coluna GiraMundo de hoje na rádio CBN Salvador, levantamos o porquê de os maometanos se matarem desta maneira brutal como ocorreu nos últimos dias na Turquia, Iraque e Bangladesh. Ouça usando o link abaixo e dê sua opinião:

http://www.cbnsalvador.com.br/noticias/single-noticias/noticia/tony-pacheco-fala-sobre-os-islamitas-que-matam-islamitas/?cHash=539987b91f66f838a5520607bb47e39b

segunda-feira, 25 de abril de 2016

MAIS DE 600 MORTOS NO TERREMOTO NO EQUADOR: PELO MENOS 11 TURISTAS


E eis aqui a íntegra do verbete "Equador" do nosso livro "Vá E Não Me Chame - Guia Turístico Politicamente Incorreto", para que os brasileiros vejam exatamente para onde estão a viajar em suas férias. Melhor antes "perder o amor a 15 reais" e comprar o guia no site da Amazon:


http://www.amazon.com/dp/B018KSQM14

Confira o preview do livro:

EQUADOR


Ecuador em Espanhol. Em Quéchua (ou Quíchua), o país é conhecido como Ikwator. A área é de 283.560 km² (quase a mesma do estado do Rio Grande do Sul) e a população beira os 16 milhões, semelhante ao número de habitantes do estado do Rio de Janeiro.
Duas coisas são verdadeiros atrativos turísticos do Equador: sua capital, Quito, tombada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura), que tem o centro histórico mais conservado de toda a América: é uma arquitetura colonial deslumbrante, ao contrário do Brasil, que fez questão de destruir ou abandonar boa parte do seu patrimônio arquitetônico

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colonial. A outra atração é inigualável: Ilhas Galápagos (oficialmente conhecidas pelo governo de Quito como “O Arquipélago de Colombo”), onde 100% dos répteis, 75% das aves, 50% das plantas e 25% dos peixes, só são encontrados ali, o que deixou pasmado o cientista Charles Darwin, que aos 26 anos visitou o arquipélago e diante da fauna e flora locais teve o “insight” para escrever o clássico “A Origem das Espécies”, fundamento científico do Evolucionismo, para desespero dos religiosos de todo o mundo.
Agora, o principal: a segurança do turista brasileiro. O Equador é, antes de mais nada, um país da América Latina e, por isso, em nada difere do Brasil. Em nenhum aeroporto ou estação rodoviária você pode deixar seus pertences fora do alcance de sua mão. Não pode tomar táxi na rua, tem que ser de empresa regularizada, tudo intermediado por seu agente de turismo ou seu hotel.
Não pode aceitar nenhum tipo de comida ou bebida, pois o “boa noite Cinderela” é tão comum quanto no Brasil. Em restaurantes e bares derramam de propósito líquidos ou comidas em você e o afã de te ajudar a se limpar é para distraí-lo para você ser roubado pelos cúmplices que já estão te rodeando. Saque em caixa eletrônico só em banco ou outro local fechado: saidinha bancária é mais comum até do que no Brasil. Motoqueiros criminosos são comuns também: passam rapidamente e o carona da moto rouba bolsas, máquinas fotográficas e filmadoras ou qualquer outro objeto que a pessoa esteja portando nas vias públicas. Enfim, todos os riscos de assalto e roubo presentes em terras brasileiras, que você já conhece muito bem, estão presentes no Equador e, portanto, não saia à noite andando pelas ruas ou de dia sozinho em qualquer horário. Lembre-se também que a saúde e a segurança públicas têm as mesmas precariedades brasileiras.
No mais, há problemas naturais neste país: os vulcões são muito ativos. Em Quito, por exemplo, há três no entorno da cidade. Terremotos são frequentes e provocam tsunamis, que devem ser temidos para quem se aventurar nas Ilhas Galápagos, pois os alertas nem sempre funcionam como deveriam. Enfim, é um destino turístico fantástico, mas cercado da mais atordoante insegurança. Se for, em homenagem a Darwin, vá através de uma agência de turismo

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grande e idônea que inclua tudo: passagens, traslados, hospedagem, “tours”, guias e, principalmente, bebidas e comidas. Não vá por conta própria.

Site oficial de turismo: http://ecuador.travel/en

terça-feira, 29 de março de 2016

TERROR ISLÂMICO MATA DEZENAS NA PÁSCOA DE LAHORE, PAQUISTÃO

Mais um país que confirma o nosso livro "Vá E Não Me Chame - Guia Turístico Politicamente Incorreto". Veja abaixo o texto original sobre o Paquistão e tire suas conclusões. Quer saber mais sobre os 200 países do mundo? Compre o seu guia no site Amazon:

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São apenas 3 dólares e 96 centavos, não chega a 16 reais.


PAQUISTÃO
Este é o famoso país onde foi capturado e morto Osama Bin Laden. Mas, vamos começar falando das recomendações, de 2014, do Ministério de Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) sobre o Paquistão: “A Embaixada do Brasil no Paquistão não recomenda viagens de caráter não-essencial ao país.” Por aí  você já vai sentindo de que país estamos falando. O nome desta nação da Ásia meridional foi inventado por Choudhry Rahmat Ali, um dos fundadores do movimento pró-independência que lutava contra os ingleses. Cada letra é uma das antigas províncias do Império Britânico da Índia na região: o P vem de Punjab, o A é de Afghania, o K de Kashmir (Caxemira) e o S vem de Sindh. A importantíssima região do Baluchistão foi esquecida na formação do nome e isso explica, em parte, o movimento separatista nesta província, pois os balúchis se acham esquecidos em todos os sentidos pelas autoridades paquistanesas.
Com 796.095 km² (mais do que a soma dos estados de Minas Gerais e Paraná), o Paquistão tem 196 milhões  de habitantes, o que o torna o segundo maior país islâmico do mundo, após a Indonésia. A população é dividida em várias etnias, sendo as principais a Punjabi (45%), Pashtu (16%) e Sindhi (14%). Há duas línguas oficiais, o Inglês, que só é falado pelos grupos dominantes do país e as altas autoridades civis e militares (uma minoria) e o Urdu, que é falado apenas por 8% das pessoas. As línguas mais usadas pelo povo são o Punjabi (48%), o Sindhi (12%), o Saraiki (10%) e o Pashtu (8%),
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além de muitas outras variações destas mesmas línguas, sem contar os idiomas tribais. O Paquistão é um país pobre, de cultura islâmica arraigada, com 60% do povo vivendo em áreas rurais e com 1 de cada 4 em condições abaixo da linha de pobreza, miseráveis mesmo. Grupos terroristas como Al-Qaeda e Talibã, além de guerrilheiros inimigos do governo de Islamabad, a capital, explodem bombas permanentemente em várias regiões, inclusive nas grandes metrópoles, como Karachi, uma cidade de mais de 13 milhões de pessoas.
Se com estas características, ainda assim o turista brasileiro quiser se aventurar, é bom lembrar que há uma série de exigências para todos os públicos: homens, heterossexuais ou homoafetivos, não devem usar roupas que chamem a atenção dos paquistaneses - braços e pernas têm que estar cobertos, portanto, nada de camisetas nem bermudas, mesmo o país sendo um forno na maior parte das regiões. Mulheres devem usar lenços na cabeça e as roupas devem ser ainda mais discretas e conservadoras que as dos homens: nada de decotes nas costas nem na área dos seios. Turistas LGBT esqueçam este país, pois sexo entre iguais é crime passível de prisão perpétua. Viciados em maconha, cocaína ou no simplório álcool, nem pensem em usar estas substâncias, a não ser que queiram até mesmo morrer numa prisão paquistanesa. Quem gosta de um lombinho de porco ou qualquer outra parte deste bicho, esqueça: é considerado crime comer qualquer parte do porco.
Mas, se depois deste retrato 3 x 4, o turista brasileiro é alpinista e ainda quer escalar algumas das maiores montanhas do planeta, no Norte do Paquistão, como o Monte K 2, o Itamaraty vai lhe lembrar que “Em junho de 2013, dez alpinistas estrangeiros foram mortos por grupo terrorista no sopé da Montanha de Nanga Parbat, nos arredores da cidade de Gilgit”. E aí? Ainda quer escalar?
Site oficial de turismo: http://www.tourism.gov.pk/

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domingo, 17 de janeiro de 2016

Turquia, Indonésia, Somália, Burkina Faso e Quênia confirmam que são destinos perigosos para o turista brasileiro

MAIS CINCO DESTINOS PARA NÃO SE IR: TURQUIA, INDONÉSIA, SOMÁLIA, QUÊNIA E BURKINA FASO.

toNY paCheCo
Polícia turca vigia área turística em Istambul depois de atentado na semana passada

Nos últimos dias, os atentados islâmicos promoveram dezenas de mortos, muitos deles, turistas, confirmando nosso livro "VÁ E NÃO ME CHAME - Guia Turístico Politicamente Incorreto": 11 turistas estrangeiros foram assinados na Turquia na terça-feira, 12. Oito mortos em atentado na Indonésia, na quinta-feira, dia 14. Atentado em Burkina Faso, na África Ocidental, matou 27, sendo 18 turistas: 6 deles canadenses, 2 franceses e 1 americano. Na Somália, na sexta-feira, 15, pelo menos 70 soldados do Quênia foram mortos por terroristas do grupo somáli Al-Shabaab, que ainda festejaram a morte dos "soldadãos cristãos do Quênia".
Veja no blog do livro "Vá E Não Me Chame" os textos a respeito destes países e o livro continua à venda no site internacional amazon.com (edição em Português) por menos de 16 reais:


http://www.amazon.com/dp/B018KSQM14

Confira os textos do nosso "Guia Turístico" que está à venda no amazon.com sobre estes 5 países. Se tivessem lido o livro, definitivamente, não teriam visitado Turquia, Indonésia, Burkina, Somália e Quênia.


TURQUIA
A Turquia é um destino amigável ao turista brasileiro, não sendo exigido o visto de entrada. Podemos ficar no país, apenas com nosso passaporte válido, por até 90 dias. Contudo, as brasileiras têm sido vítimas de sequestro ou exploração sexual por gangues de traficantes de mulheres originárias deste país. Portanto, o público feminino deve estar atento ao visitar esta nação, devendo evitar principalmente passeios solitários. A Rede Globo de Televisão fez uma novela sobre o assunto, “Salve Jorge”, que mostrou um pouco dos subterrâneos do tráfico de mulheres na Turquia. Outro alerta ao público feminino é que, embora não se exija um traje padrão, a sociedade turca (lembra o Itamaraty, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil em seu portal consular) é nitidamente conservadora, então as mulheres devem evitar vestir calças, saias curtas e blusas decotadas. Um lenço cobrindo os cabelos será bem-visto. Homens devem evitar bermudas. Público LGBT deve evitar ir a este destino turístico, pois embora não haja lei específica contra o sexo entre iguais, forças policiais e a população em geral usam instrumentos legais que falam em “moralidade pública” para perseguir e discriminar homoafetivos. Com tudo isso, há deputado gay no Parlamento e parada gay em Istambul, na parte europeia do país (Trácia), mas sempre recebida com homofobia explícita. Já o público necessitado de condições especiais de mobilidade, como cegos e cadeirantes, terá imensa dificuldade, pois só há infraestrutura neste sentido nos grandes aeroportos, metrô e em outros raríssimos lugares. Público cristão ativista, que onde vai deseja fazer propaganda de sua fé, esqueça a Turquia,
pois o país se torna, ano após ano, mais intolerante em relação ao Cristianismo e seus pregadores.
Com 783.562 km², a Turquia é uma grande nação, equivalente à soma de Minas Gerais e Paraná, e tem uma população de 81 milhões de habitantes ou duas vezes a população de São Paulo, o estado mais habitado do Brasil. A maioria da população é de turcos (70%), seguidos pelos curdos (18%) e 12% de outras etnias. A língua oficial é o Turco, escrito com o alfabeto latino com ligeiras modificações, o que facilita o seu aprendizado por nós brasileiros. As duas maiores cidades são Istambul, com 13 milhões de pessoas, e Ankara, a capital, com 4,2 milhões.  Este país é um dos poucos transcontinentais que existem, como o Cazaquistão. No caso turco, a região da Trácia está na Europa, onde fica a maior cidade do país, Istambul, a antiga Constantinopla ou Bizâncio da época dos romanos. Na Europa, faz fronteira com Bulgária e Grécia. A outra parte é a Anatólia, onde fica a capital, Ankara, que fica na Ásia e faz fronteira com Geórgia, Armênia, Azerbaijão, Irã, Iraque e Síria. Separando as duas regiões turcas está o Estreito de Bósforo, ligação do Mar Negro com o Mar Mediterrâneo.
Há muitas ruínas dos tempos em que os gregos habitavam a orla mediterrânea deste país. Lembremos que na Turquia é que ficava a célebre Troia. Também há restos de edificações dos tempos romanos e em Istambul está a magnífica Igreja de Santa Sofia, transformada em mesquita pelos muçulmanos quando derrubaram o Império Romano do Oriente e hoje é um museu. Passeios de balão na Anatólia são famosos, cidades milenares e excelentes balneários são outras atrações turcas. A infraestrutura do país é boa, quase que no mesmo padrão dos mais desenvolvidos países da Europa. Atenção especial, no entanto, às fronteiras com Iraque e Síria, que durante o ano de 2014 viveram ameaçadas pela organização fundamentalista Estado Islâmico, que sequestra e mata cidadãos ocidentais, principalmente os cristãos.
Tanto o Itamaraty brasileiro quanto o Departamento de Estado americano dão claro alerta aos usuários de maconha, cocaína e outras drogas para os perigos de portarem ou usarem estas substâncias na Turquia, o que já foi tema de um aterrorizante filme sobre a intolerância turca chamado “Expresso da Meia-noite”. Um simples cigarro de maconha poderá levar o turista para a cadeia por 10 anos. E se for um papelote de cocaína, por até 15 anos ou mais. E em se tratando de flagrante de quantidades maiores das drogas, sugerindo tráfico, as penas sobem para mais de 20 anos e ainda soma-se a isso multa em dinheiro. O álcool, contudo, apesar de a Turquia ser um país muçulmano, é tolerado nos hotéis, restaurantes mais chiques, bares e boates das grandes metrópoles como Istambul e Ankara. Mas isso não significa que se possa tomar álcool sem limites, em todo o país e em público: na rua, nem pensar.
Resumo da ópera: a Turquia faz um esforço imenso para se afastar do “carimbo” de país islâmico intolerante e tem destinos turísticos magníficos. Se você não faz parte de um dos públicos que podem sofrer constrangimentos, como enumeramos acima, então vá, pois é uma viagem realmente interessante. Só não viaje entre novembro e abril, que é o Inverno local, geralmente muito úmido e sujeito a precipitação de neve severa em muitos locais.
Sites de turismo:



BURKINA FASO
É a antiga colônia francesa do Alto Volta, que mudou de nome em 1984, adotando o substantivo composto Burkina (“homens íntegros”) Faso (“terra natal”), em duas línguas locais. Os burquinenses querem ser conhecidos como “burquinabê”.
O país faz fronteiras com Máli a Nor-Noroeste; Níger a Nor-Nordeste e ao Sul com Costa do Marfim, Ghana, Togo e Benin. Fica na África Ocidental. O portal consular do Ministério de Relações Exteriores do Brasil / Itamaraty (http://www.portalconsular.mre.gov.br/antes-de-viajar-1/alerta-aos-viajantes-1/burkina-faso) faz alerta especial para a fronteira de Burkina com Máli e Níger, onde o sequestro de estrangeiros por grupos terroristas internacionais é a maior ameaça.
Área: 274.200 km² (do tamanho do estado de Tocantins). População equivalente à soma dos habitantes do Pará e Paraná: 18,5 milhões de várias etnias, principalmente a Mossi, que deu origem ao Reino Mossi, que durou até 1896, quando os franceses dominaram o país, além das etnias Gurunsi, Mande, Fulani, entre outras. O Francês é a língua oficial, mas as línguas étnicas é que são faladas pelo povo: só os grupos dominantes minoritários falam Francês. Em termos religiosos, os burquinenses são de maioria muçulmana (60%); cristãos (católicos, 19% e protestantes, 4%) e religiões ancestrais são 15%.
Não há infraestrutura turística digna de nota, pois o país é um dos mais pobres do planeta. Estradas e aeroportos são precários e não é só a buraqueira nas rodovias que afasta o turismo: bandidos ameaçam todas as rotas terrestres, até mesmo a principal delas, entre a capital Uagadugu e a cidade de Bobo-Dioulasso.
O público portador de necessidades especiais não encontrará estrutura de mobilidade digna de nota. O público LGBT vai se debater com uma sociedade islâmica homofóbica e violenta. E o público feminino topará com uma sociedade misógina e conservadora em relação às mulheres. É difícil alguém se sentir à vontade neste país.
Sem nada a oferecer ao turista brasileiro de atrativo, Burkina Faso é mais um da lista vá e não me chame.

Embaixada de Burkina Faso em Brasília:
SHIS QL 14, Conjunto 3, Casa 6, Lago Sul
CEP: 71640-035 - Brasília/DF
Tel.: (61) 3366-4636. Fax: (61) 3366-3210
E-mail: amburkinabras@gmail.com

INDONÉSIA
O maior arquipélago do mundo é também a maior nação islâmica. Tem 1.904.569 km²  (equivalente à soma do Amazonas com o Maranhão) e 253 milhões de habitantes (50 milhões a mais que o Brasil numa área quatro vezes menor) espalhados por 17.508 ilhas no Sudeste da Ásia. Na verdade, 6.000 são desabitadas. A origem do nome é grega: “Indo” é referência à Índia e “nesos” significa “ilhas”, portanto, “Ilhas da Índia”, “Índia Insular” ou ainda “Insulíndia”, que é como o arquipélago foi conhecido durante muitos anos.
A Indonésia foi colônia da Holanda desde 1602 até o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Para os brasileiros que pensam que o nosso Nordeste hoje seria um país desenvolvido se Maurício de Nassau tivesse vencido os portugueses por aqui, é bom saber que 340 anos de colonização holandesa na Indonésia não renderam nada aos ilhéus, só subdesenvolvimento e exploração. Sequer ensinaram sua língua ao povo, que hoje fala mais de 700 línguas nativas. O Indonésio é a língua oficial, derivada do Malaio, e é falado por 23 milhões de pessoas desde o nascimento e por mais 140 milhões como segunda língua. Muitos chamam o idioma de “Bahasa”, mas “bahasa” significa língua em Indonésio. Os jovens das grandes cidades, no entanto, para complicar mais a situação, já falam um Indonésio simplificado chamado “Slang”, que está presente inclusive em jornais, revistas e até mesmo em programas de rádio e TV. Cada grande ilha tem sua própria língua corrente, como o Javanês, o Sundanês (não confundir com sudanês), o Balinês etc.
Enfim, é difícil fazer turismo num lugar assim: ninguém se entende e ninguém te entenderá.
Em pleno Anel de Fogo do Pacífico, o arquipélago tem a maior quantidade de vulcões ativos do mundo, além de estar sujeito a terremotos e tsunamis (lembre-se que foi neste país, na Ilha de Sumatra, que teve origem a maior tsunami que se tem notícia, com milhares de mortos, muitos deles turistas desavisados). O clima é quente e úmido a maior parte do ano (de dezembro a março as chuvas são torrenciais), porque as ilhas se situam exatamente na linha do Equador.
O país é um verdadeiro santuário para os surfistas, que chegam do mundo todo. Contudo, há perigos reais e imediatos: como no Brasil, é proibido pescar com bombas na Indonésia, mas as bombas são usadas largamente e podem ferir ou matar um surfista; tsunamis aparecem do nada, pois só em 2011, houve 250 terremotos na Indonésia e muitos deles acompanhados de maiores ou menores tsunamis que colocam em risco a vida dos esportistas.
Povo pobre, infraestrutura deficiente de Saúde (0,6 leito hospitalar por mil pessoas, isto é, 4 vezes menos que o Brasil), Transporte e Segurança pífios (na capital Jacarta, 70% dos hidrantes não funcionam). Se você acha que no Brasil há táxis clandestinos é porque ainda não foi à Indonésia, onde isso é uma praga. Se tiver que viajar a este país, a trabalho, por exemplo, certifique-se que o seu hotel providencie traslado seguro para você.  Ferries e barcos são largamente utilizados, mas a superlotação e a falta de manutenção das embarcações dão medo. Dirigir é impraticável para um brasileiro, mesmo que sejamos acostumados com motocicletas ziguezagueando entre os carros. Além da mão ser inglesa (volante no lado direito), o trânsito é perigoso e completamente caótico como se fosse numa metrópole indiana. É quase impossível não se envolver num acidente com motos se você estiver dirigindo um carro nas grandes cidades indonésias, pois os motociclistas, bem pior do que no Brasil, não obedecem a nenhuma lei de trânsito e se contam aos milhões.
No Estreito de Málaca (entre Indonésia e Malásia) e no Mar da China Meridional são comuns os ataques de piratas às embarcações de todo tipo, mas dois locais na Indonésia são especialmente perigosos para o turista ocidental. O primeiro é a região autônoma de Aceh, onde, em 2004, houve a tsunami  que matou quase 200 mil pessoas nesta área e deixou 500 mil sem casa. Ali, no Norte de Sumatra, começou a catequese muçulmana no Sudeste Asiático e, como muitas vezes acontece com os discípulos de Alá, o território é riquíssimo em petróleo e estima-se que tem a maior reserva de gás natural do planeta. Isto é, pouco mais de 4,5 milhões de pessoas vivendo em cima de uma das maiores riquezas mundiais. Não à toa, os habitantes têm tentado ficar independentes do resto da Indonésia, inclusive pegando em armas. Mas só o que conseguiram foi uma autonomia local, pois os outros 248 milhões de indonésios jamais abririam mão destas terras. Em Aceh, principalmente as mulheres ocidentais têm que ter cuidado, pois as leis islâmicas vigoram como se fosse na Arábia Saudita: elas têm que usar lenços nos cabelos, roupas que tapem o corpo todo etc. e tal. Os homens heterossexuais podem esquecer intercurso sexual com as mulheres locais, pois é crime. O público LGBT nem deve pisar na área, pois é a única região da Indonésia onde homossexualismo é crime. Enfim, esqueçam Aceh.
A outra área fora de questão para o turista brasileiro é a parte ocidental da Ilha de Nova Guiné (a parte oriental é Papua Nova Guiné), que pertence aos indonésios, mas que os papuas (povo que vive na região há séculos) desejam ver independente e têm um exército guerrilheiro extremamente ativo. Esqueça esta também rica parte do país, pois é amplamente explorada por mineradoras e vive sob bombardeio da guerrilha.
No mais, álcool é de uso liberado. Coisa curiosa em país islâmico. Mas, aparentar estar bêbado é altamente repreendido pelas pessoas. Já as drogas ilícitas (maconha, cocaína, crack ou o que seja) são punidas com detenção nas mais terríveis penitenciárias do mundo. E se a quantidade for pouco maior do que a de uso pessoal, é pena de morte. Vários ocidentais já foram condenados à morte pelo Estado indonésio por este motivo (inclusive dois brasileiros, um surfista e um praticante do voo livre, que foram pegos no arquipélago com enorme quantidade de cocaína), mas, até recentemente, só um indiano muito pobre tinha sido fuzilado, porque a Justiça indonésia sempre foi conhecida por trocar penas por dinheiro. Mas o novo presidente, que assumiu no final de 2014, se elegeu com a bandeira de fuzilar traficantes.
Então, se o turista tiver gosto por drogas pesadas, esqueça a Indonésia. Neste sentido, o Portal Consular do Ministério de Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) é muito honesto e diz textualmente: “ALERTAS AOS VIAJANTES/Política anti-drogas/O tráfico de drogas é passível de pena de morte na Indonésia. Dessa forma, convém evitar transportar encomendas, em especial de desconhecidos.” E sobre as ameaças naturais, o Itamaraty arremata: “Desastres naturais/A Indonésia está localizada no Círculo de Fogo do Pacífico, região de choque de placas tectônicas e com fortes atividades vulcânicas. São frequentes os desastres naturais, como os recentes terremotos e tsunamis que atingiram região próxima da ilha de Sumatra e a erupção vulcânica na região de Yogjakarta.”
Se você leu até aqui, já decidiu que não irá a este lindo arquipélago, não é verdade? Ou não?
Site oficial de turismo: http://www.indonesia.travel/


QUÊNIA
O nome ocidental do Quênia foi dado pelo missionário luterano alemão Johann Rebmann, no século XIX, que ao ver o Monte Kirinyaga, perguntou a um nativo o nome da montanha e este disse que na língua dele era “Quiiniaa”, que Rebmann entendeu “Kenya” e assim batizou toda a região. Nos idiomas africanos, Kirinyaga é tanto “montanha de luz” como “área do avestruz”.
Banhado ao Norte pelo Lago Turkana, no centro-oeste pelo Lago Victoria e a Sudeste pelo Oceano Índico, o Quênia é a mais importante economia da África Oriental. Faz fronteiras com Uganda, Sudão do Sul, Etiópia, Somália e Tanzânia. Tem uma área de 580.367 km² (equivalente ao estado de Minas Gerais) e uma população de 45 milhões de habitantes (soma das populações de São Paulo e Mato Grosso). A maior etnia é dos Quicuios (Kikuyus), com 22%; seguida dos Luhya, 14%; Luos, 13%; Kalenjin, 12% e Kambas, 11%. Europeus, asiáticos e árabes formam uma minoria de somente 1% (somando os três grupos, cerca de 450 mil pessoas). Em termos religiosos, os cristãos são 82% (maioria protestante e minoria católica) e os muçulmanos são 11% dos quenianos. As línguas oficiais são o Swahili e o Inglês, mas no interior se falam mesmo são as línguas tribais. A expectativa de vida é baixa, cerca de 63 anos, principalmente por causa da epidemia de AIDS, que assola 6% da população. O povo é muito pobre e a economia gira em torno do turismo de “safáris fotográficos”, principalmente dirigido aos britânicos e alemães, sendo que os primeiros colonizaram o Quênia. Reservas com animais selvagens de grande porte como leões, leopardos, rinocerontes, elefantes, girafas, hipopótamos, entre outros, além de praias paradisíacas no Oceano Índico atraem milhares de turistas todos os anos e a infraestrutura dirigida a eles é considerada boa por todos os agentes de turismo internacionais.
O portal do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) não disponibilizava, até julho de 2015, nenhum alerta para os brasileiros que desejam ir ao Quênia, mas o Departamento de Estado dos EUA diz que aquele país já está na rota do terrorismo internacional há vários anos, principalmente por causa dos ataques da rede terrorista Al-Shabaab, uma organização de origem somáli e tida como filial local da Al-Qaeda. Atentados têm sido rotineiros nos últimos anos. Roubos, sequestros, saidinhas bancárias e as motocicletas com um ladrão na garupa para surrupiar pertences de turistas são tão comuns no Quênia quanto no Brasil. É preciso cautela, mesmo na capital, Nairóbi, e na segunda maior cidade, Mombaça. As áreas de reservas selvagens de Samburu, Leshaba e Masai Mara, que todo mundo fica excitado quando vê no Discovery Channel, devem ser visitadas apenas com suporte de agências de viagem poderosas, com contatos estreitos com as autoridades do país, porque ir no esquema mais barato pode resultar em tragédias.
O brasileiro, num país como o Quênia, tem uma certa vantagem sobre os turistas dos EUA e Europa, pois é visto como uma espécie de “parceiro de viagem” no subdesenvolvimento que acomete nossos países. Públicos LGBT e necessitado de acesso especial (cadeirantes etc.), não encontrarão um país amigável. Homoafetividade é crime. Heterossexuais também terão problemas: mesmo as carícias públicas entre marido e mulher são mal vistas. Consumo de drogas é severamente punido e consumo de álcool tem horários e locais apropriados, tudo regulado por leis nem sempre compreensíveis.
Resumo: está muito afim de ver animais selvagens soltos na natureza? Com todos os riscos, prefira ainda a África do Sul. Se for ao Quênia, não me chame.

SOMÁLIA
Antes de ir à Somália, saiba que este é um ex-país. Desde que os ditadores da Etiópia  e da Líbia se juntaram para destruir o governo de Mohamed Siad Barre, em 1991, esta nação deixou de existir. De 1969 a 1977, a Somália era aliada da então União Soviética (Rússia sob regime comunista), mas quando Siad Barre invadiu o território de Ogaden, da Etiópia, Moscou resolveu apoiar os etíopes e Barre procurou abrigo com os Estados Unidos. A partir daí, os conflitos entre clãs muçulmanos passou a dividir os somális até que, em 1991, o país entrou em colapso. São 637.657 km² (soma de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas) e estimados 10 milhões de habitantes (população semelhante à do Paraná), mas divididos entre quatro “estados” que se dizem “independentes”: Somalilândia, a ex-colônia britânica de Somaliland, no extremo Norte. Puntland, exatamente no “Chifre da África”, no Nordeste somáli. Galmudug, na Somália central. E Somália propriamente dita, as terras ao Sul de Galmudug. Assim mesmo, dentro destas quatro unidades separatistas, existem “senhores da guerra” que controlam pequenos territórios em que só eles mandam. Não há o quê fazer na Somália, a não ser que você seja um pirata e resolva abordar navios que passam pelo Chifre da África.
Boa sorte: vá e não me chame!
Site de turismo de Somaliland (Norte da antiga Somália): http://www.somalilandtour.com/




quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

COMO COMPRAR O LIVRO DIGITAL "VÁ E NÃO ME CHAME"? TUTORIAL ENSINA COMPRAR GUIA TURÍSTICO POLITICAMENTE INCORRETO POR MENOS DE 16 reais NO SITE AMAZON.COM


Este tutorial é realmente didático, passo-a-passo de verdade, tornando muito fácil comprar o guia digital. Confira:
1. Acesse o site www.amazon.com
2. No canto superior direito, clique em “Hello Sign In” e aí abre uma janela vertical
3. Clique no primeiro item da janela “New Customer? Start here” (Novo cliente? Comece aqui). Abre a janela “Create account” (Crie uma conta).
4. Preencha seu nome completo como está escrito em seu cartão de crédito. Coloque um e-mail válido. Repita o e-mail. Digite sua senha do e-mail. Se pedir, digite de novo.
5. Com isso abre a página principal (“Home page”) do site Amazon.com 
No canto superior esquerdo há um campo de procura com uma lupa. Neste campo digite o nome do livro “Vá E Não Me Chame” e logo após clique na lupa.
6. Aparece a capa do livro e você clica em cima da capa.
7. Abre uma página do livro gratuitamente.
8. Você, então, pode fazer um tour gratuito do conteúdo do “Guia Turístico Politicamente Incorreto”. Para isso, em cima da capa do livro, clique em “Look Inside” (Leia dentro).
9. Gostou? Ficou curioso? Então é hora de comprar. Clique na janela à direita “Buy now with 1-click” (Compre Agora com 1 Clique).
10. Abre a página Kindle Store e aí Você:
a) preencha seu nome igual está no seu cartão de crédito;
b) em “address line 1” você coloca seu endereço no formato rua, número do imóvel, número do apartamento e bairro;
c) “city”, a sua cidade;
d) “state”, o seu estado;
e) “Zip”, o CEP do seu endereço;
f) “Country” (País): Brasil ou outro onde Você morar;
g) “Phone”, o seu telefone no formato 2 dígitos do DDD e os números do seu telefone fixo ou celular.
11. Em “Continue” (Continua), você clica em cima;
12. Aparece “How would you like to pay? Credit or Debit Cards” (Como Você quer pagar, com cartão de crédito ou débito?). Clique em “Add a card” (Adicione um cartão) e coloque o número inteiro do seu cartão de crédito ou débito;
13. Em “Name on card” (Nome no cartão) digite seu nome exatamente como está no cartão. Sem pontos. Tudo em letras maiúsculas;
14. “Expiration date” (Validade do cartão): coloque mês e ano;
15. Clica em “Next” (Próximo) e depois em “Use this adress” (Use este endereço) no canto inferior esquerdo, pois é o seu endereço de entrega de futuras outras compras no Amazon.com;
16. Aparece a página de confirmação e no canto superior direito Você clica em “Continue” (você pagará 3 dólares e 96 centavos o que no câmbio de janeiro de 2016 não chega a 16 reais);
17. O livro já é seu e já aparece a página de leitura do livro “Vá E Não Me Chame – Guia Turístico Políticamente Incorreto”. Basta então clicar no canto esquerdo em “Read Now in Kindle Cloud Reader” (Leia agora na Nuvem de Leitura do Kindle) e os 200 países do mundo estarão à sua disposição, com o que têm de pior e o que têm de melhor (se tiverem): Você nunca mais será ameaçado de fuzilamento na Indonésia nem pegará um furacão medonho no Caribe...
O livro será seu para sempre e poderá ser lido em PC, notebook, ultrabook, netbook, iPad, iPhone ou qualquer outra plataforma que vier a ser inventada. Em casa, em lans ou em qualquer lugar do mundo. Seu e-mail e sua senha sempre lhe darão o acesso.